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14 dicas para viajar sem sair de casa

14 dicas para viajar sem sair de casa

Sabe a expressão “sonhando acordada”? Foi feita pra mim. Me identifico, pois vivo sonhando, me imaginando em tal e tal lugar. Imagino o que vou sentir, a roupa que vou usar, quem eu gostaria de levar comigo. Se você, como eu, adora meter o pé na estrada, mas está de molho em casa por conta da pandemia, saiba que dá para continuar “viajando”, só que sem sair do sofá (aproveita e confere aqui nosso post sobre como continuar viajando durante a pandemia, com dicas de lugares para ir conhecer de carro). Tem uma porção de conteúdos de viagem bacanas na internet. Enquanto a experiência presencial não é possível, a gente pode ir matando a curiosidade de forma digital, descobrindo coisas novas para ver, cidades interessantes para visitar e ir atualizando a lista de viagem com destinos que você nunca imaginou ir conhecer (aliás, em breve teremos um post super legal sobre esse assunto). Aquela vontade de conhecer o Grand Canyon nos EUA ou a Ópera de Sidney, na Austrália, pode se tornar realidade, mas de forma virtual. Mesmo sem deixar o seu sofá a aventura é garantida. Se ajeita aí e vem conhecer nossas 14 dicas para viajar sem sair de casa. 

Carioca no mundo (IG) – O Jayme Drummond tem um canal no Youtube que eu realmente recomendo seguir. Descobri-o durante meu período de repouso pós-cirúrgico em julho e amei. O que mais gosto é como o Jayme nos leva para lugares tão exclusivos como um vôo de primeira classe da Fly Emirates (recomendo muito esse video, luxo puro!), ou a suíte mais cara do Copacabana Palace de forma leve, descontraída e sem afetação. Sério, é o tipo de pessoa que mostra coisas incríveis e consegue passar aquela impressão de que nós também poderíamos estar lá com ele. Não fica aquele ar de “nossa, quem me dera”. A gente sonha junto, participa da aventura e quer ir para os mesmos lugares imediatamente. Os destinos são os mais diversos, podendo ser um resort nas Cataratas do Iguaçu ou um tour pelo luxuoso hotel Kempinski, em Munique. 

DW Euromaxx – É claro que eu tinha que indicar aqui o Instagram da Deutsche Welle, maior emissora da Alemanha, dedicado ao melhor da Europa, recheado de conteúdo de viagem, com destinações dentro e fora da Alemanha, e fotos e vídeos de tirar o fôlego. Além disso, eles separam os conteúdos bem organizadinhos, então corre nos destaques para ver coisas ótimas nas áreas de arte, viagem, moda, fotografia, comida, entre outros. As hashtags #SofaTravelling (viajando no sofá) e #ArtAtHome (arte em casa) são algumas das mais legais. Cada post traz informações completas sobre o lugar ou obra, data de criação e localização. Um dos meus IGs favoritos para destinações na Europa! 

Quer conhecer a Alemanha? Então clica no DW Travel, mais um IG da Deutsche Welle, só que dessa vez 100% dedicado ao conteúdo de viagens. Até tem um post ou outro de outros países, mas a maioria das destinações são mesmo dentro do país de Goethe. Indico esses dois IGs com orgulho, pois moro na Alemanha desde 2016 e asseguro que é um país lindíssimo. A Bavária então, sem comentários com suas montanhas, lagos, castelos e cidades charmosas. Valeu muito seguir esses dois instas da DW para começar a aprender sobre a arquitetura, lugares e ver como o outono é lindo por essas bandas aqui! 

Honeymoon Destinations Gallery – Entre nossas 14 dicas para viajar sem sair de casa não poderia faltar um IG lindo e maravilhoso dedicado à destinações de lua-de-mel. É uma foto mais maravilhosa do que a outra, sempre mostrando lugares propícios ao romance e à aventura à dois. De águas verde-esmeralda na Tailândia a um pôr-do-sol onírico em Bali; das famosas ilhas gregas de Mykonos e Santorini a um café da manhã de rei em Paris, este feed certamente vai te fazer ter vontade de casar só para sair de lua-de-mel! Não que sagitarianos como eu precisem de algum motivo pra viajar, mas vamos combinar que tem lugares que são muito melhores se curtidos a dois. É ou não é? A minha lua-de-mel foi em… São Paulo. Na época, o ex-marido gringo queria por que queria conhecer a capital. Ficamos em um hotel mara (o Intercontinental) e foi tudo de bom, mas eu gostaria de ter tido uma lua-de-mel em algum lugar paradisíaco. Quem sabe da próxima vez? Prometo uma crônica em breve.

Viaje com o Pinterest – Sou meio viciada nos pins e boards do Pinterest. É uma inspiração para moda e decoração, mas não é diferente com viagens. Quer jeito mais criativo de planejar uma viagem do que pinar destinações e fotos favoritas em um board específico para isso? Dá uma sensação muito gostosa ir clicando nas fotos e salvando as favoritas no nosso próprio board para compor um guia de viagens ilustrado. Amo!

Viaje com o Google – O Google tem ferramentas ótimas para explorar lugares e destinações sem sair de casa. O Google Earth, por exemplo, é sensacional para conhecer a geografia de outros países e cidades, olhar os lugares do alto com a vista de satélite, ver informações inseridas por outros viajantes, reviews de bares, restaurantes e criar seu próprio projeto de viagem. A ferramenta chamada Viajante sugere a exploração virtual de lugares pelo mundo. Sou capaz de passar horas naquelas imagens do alto, olhando detalhes de paisagens deslumbrantes mundo afora. Outra opção de viagem virtual maravilhosa que o site de buscas oferece é a ferramenta Google Arte e Cultura. Das pirâmides do Egito às pinturas de Van Gogh; ou que tal um concerto com vista 360 graus? Aproveita e passeia pela História dos negros no Brasil, que está com um conteúdo riquíssimo! Imperdível. 

NASA at home – Que tal circundar a lua, explorar o sistema solar, conhecer um laboratório ultra-moderno ou ver o universo pelas lentes do telescópio mais poderoso já construído? Tudo isso é possível acredite, daí mesmo do seu sofá. A NASA, a Agência Espacial Americana, oferece tours virtuais e apps para conteúdos incríveis relacionados à exploração espacial. O site é todo em inglês, mas com a ajuda de um tradutor virtual você vai chegar no conteúdo certo. 

Acervo do MASP – Quadros lindos, tour pelas salas do acervo com visita de áudio guiada. Viaje pelas obras do Museu de Artes de São Paulo sem precisar gastar dinheiro ou entrar em filas. Aí, no dia em que você visitar o local com um amigo vai poder mostrar tudo o que aprendeu fazendo comentários de quem entende muuuuito de arte, haha. 

Tour virtual do Museu du Louvre – Um dos museus mais importantes do mundo – senão o mais importante – oferece passeios virtuais para os amantes das artes. Tanto é possível visitar exposições temporárias quanto descobrir o acervo do museu, com excelentes imagens e informações sobre os espaços propostos em cada visita. Exemplos de conteúdo das tours virtuais: antiguidade egípcia, Mitos Fundadores: de Hércules à Dart Vader, Louvre Medieval. Destaque para a exposição sobre a representação do poder político, da antiguidade aos dias atuais. 

Descubra a Coréia em 4k – Música, gastronomia, vida urbana e Kpop. O Centro Cultural Coreano Brasil propõe diversas lives (já gravadas e disponíveis) no Youtube com passeios virtuais pelas ruas da Coréia. O projeto – Tour pela Coréia – pega carona nas limitações atuais de viagem e dá aos internautas a oportunidade de visitar os pontos turísticos mais conhecidos do país sem sair de casa. O tipo de conteúdo perfeito pra gente curtir passando uma roupa, fazendo algum trabalho manual ou simplesmente jogadinho no sofá. 

Viaje em Casa – O programa de fidelidade Smiles, da Gol lançou o Viaje em Casa que, como o nome já diz, propõe tours por lugares diversos aí mesmo da sua varandinha e é dividido de acordo com os cômodos da casa – sala, quarto, cozinha e varanda. Na sala, é possível fazer tours virtuais por diferentes regiões do Canadá, pelo Museu de Inhotim em Minas Gerais ou conferir as dicas de séries que a influenciadora Foquinha compartilhou, por exemplo. Na cozinha, o casal do blog Viajo Logo Existo ensinou a fazer Ceviche, prato típico do Peru ou se arriscar na receita de Milho Tailandês ensinada pela influencer Beatrice . Já na varanda, é hora de passar o tempo aprendendo brincadeiras com papel machê direto da China. E no quarto, é o momento de se imaginar nos cenários do Reino Unido explorados pelas sugestões de livros do hub ou separar um tempo para um skincare típico do Japão com a Beatrice.

National Geographic Travel – Conteúdo de viagem com curadoria da NatGeo. Portanto, espere pelo melhor. Fotografias impecáveis, créditos de todas as fontes para ir atrás da informação desejada, e muita variedade de destinos. Com mais de 40 milhões de seguidores no Instagram, este é certamente um dos melhores feeds de viagem da plataforma. Mas qual o diferencial do feed de viagem da NatGeo? O inusitado! Eles realmente saem do lugar comum e compartilham coisas diferentes desde um hindu vestido de trajes mitológicos, passando por um retrato de um artista de ópera chinês a um grupo de monges andando sob a névoa da manhã em algum lugar remoto do mundo. Lembra do “sonhar acordada”? Então. 

Na Nova Zelândia com apenas alguns filtros – Essa dica aqui é mais para turbinar suas fotos e stories do Instagram ou o fundo de tela do celular. O perfil da purenewzealand oferece filtros que deixam a gente inserir nossa foto em fundos icônicos do país, como as piscinas de lama de Rotorua, estações de esqui, ou de repente uma selfie dentro de uma caverna iluminada

A web está cheia de opções pra gente descobrir culturas novas, passear por ruas desconhecidas, ver montanhas nevadas do alto ou assistir a uma exposição de arte virtual. Essas são apenas 14 dicas para viajar sem sair de casa curadas por nós aqui do PL, mas tem muitas outras possibilidades que a internet oferece. Gostou da lista? Tem alguma dica para adicionar? Escreve aí embaixo nos comentários e boa viagem!

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Como falar de coronavírus com as crianças

Como falar de coronavírus com as crianças

O coronavírus chegou, se instalou e parece aqueles convidados chatos que não vão embora nunca. E como ficam as crianças nessa história? A escola parou, os amiguinhos devem ser evitados, os pequenos estão em casa o tempo todo sem uma rotina estruturada. Além disso, as crianças ouvem os adultos falando de infecção, morte e coisas ruins quase que o tempo todo. Como falar de coronavírus com as crianças? 

Para o Dr. Julio Côrte Leal, pediatra diretor médico da Theia, plataforma que dá suporte para saúde física e emocional de pais, mães e seus filhos, manter as escolas fechadas causa perda de aprendizado e deterioração da saúde física e mental das crianças e da família, além de ampliar desigualdades, tanto na educação, como em perspectivas de longo prazo. Tudo isso merece atenção. A criança teve seu cotidiano interrompido por causa da pandemia, mas ao mesmo tempo ouve dos adultos que na idade deles são menos propensos a pegar o vírus. É importante que o adulto não transforme esse momento em um drama para a criança. Vale se utilizar de recursos lúdicos para o papo fluir. 

Pela minha experiência pessoal é importante falar a verdade e comunicar de forma clara com as crianças. Meu filho sabe que o coronavírus pode matar pessoas e que é preciso se prevenir. Já faz parte da rotina dele lavar as mãos ao chegar da escola, ter sempre uma máscara no rosto e uma extra na mochila ou no bolso, além de entender que para os adultos há outras limitações como não poder se aglomerar, ter de trabalhar de casa ou até mesmo ter perdido o emprego. Eu digo para o meu filho todos os dias quando é hora de ver notícias sobre o coronavírus, e muitas vezes ele senta comigo para assistir. Eu explico tudo o que ele pergunta de forma clara, obviamente respeitando a linguagem dele, mas não escondo nada e não invento historinhas. Para saciar a curiosidade dele, a gente olha o vírus na internet, envia mensagem ao pai dele com emoticons do vírus e conversamos sobre o quê aconteceria caso eu ou o pai dele pegássemos o vírus. Ele até trava batalhas imaginárias contra o coronavírus, haha.

De acordo com a psicóloga Vitoria Filippi, alguns pais escolhem não falar nada por acharem que as crianças não entendem ou como forma de proteger a criança, mas é importante falar sim do assunto. O volume de informação atual é grande e a criança é bombardeada com notícias sobre a Covid e suas consequências. “É importante contar de forma concreta para a criança, usando recursos visuais como livrinhos, e aí explicar que é por isso que temos de lavar as mãos, usar máscaras e por isso não está sendo possível ir à escola”. Vitoria aconselha explicar tudo de forma lúdica, mas sincera, alertando para o perigo do vírus.

“Falar de coronavírus com as crianças abre um leque de vários outros assuntos, como sentimentos, morte, esperança, expectativa, frustração e respeito pelo próximo”, enfatiza a psicóloga.

É importante que a criança tenha esse contato social com o tópico, com um lugar aberto para conversar a respeito da Covid. Deixar a criança lidar com o assunto apenas pelas notícias que chegam pode gerar ansiedade, medo, insônia e até problemas de alimentação, explica a psicóloga. 

De acordo com a CDC, sigla para Centers for Disease Control and Prevention, dos EUA, é recomendado estar calmo, passar confiança para a criança, estar disponível para ouvir e conversar, evitar culpar quem quer que seja, ficar atento ao que as crianças assistem e ouvem na TV e no rádio. Excesso de informação sobre o mesmo tópico pode gerar ansiedade. É fundamental passar informação apropriada para a idade da criança, assim como ensiná-los pequenas ações do dia-a-dia que ajudam na prevenção da Covid-19.

Como falar de coronavírus com as crianças

Volta às aulas na pandemia

Não dá pra fugir do ensino presencial para sempre. Aqui na Alemanha as aulas voltaram de forma gradual. Primeiro adolescentes em último ano escolar, depois crianças acima dos 10 anos e finalmente em setembro a escola voltou para todos, mas vira e mexe eles reduzem as aulas presenciais quando o nível de infecção sobe. A volta às aulas é também um bom momento para conversar com as crianças sobre o coronavírus e sobre como devemos agir em prol do coletivo. É uma oportunidade de explicar aos pequenos a importância de cada um se cuidar para que todos fiquem seguros, mas também de estimulá-los a fazer perguntas e falar de seus medos. De acordo com o Dr. Júlio Côrte Leal, é importante encorajar a criança a fazer perguntas e falar sobre seus sentimentos com os adultos. É fundamental ser paciente e mostrar compreensão, além de comunicar, trazer o lúdico para crianças menores e construir confiança. Além disso, recomenda-se que os pais se mantenham atualizados sobre a pandemia. “Previna estigmatizar a doença e lembre a criança de ser atenciosa com outras crianças”, ensina, além claro, das boas práticas de higiene. 

Algumas sugestões para falar sobre a Covid-19 com os pequenos:

  • O que é Covid-19? É a abreviação do nome Coronavírus Disease 2019. O mundo inteiro ainda está aprendendo sobre ele. Esse vírus tem deixado muitas pessoas doentes, mas os cientistas estão pesquisando para encontrar uma cura.
  • O que tenho que fazer para nao pegar Covid-19? Você pode cultivar hábitos saudáveis em casa e na escola com seus amigos para ajudar a conter o avanço do vírus.
  • O que acontece com quem pega o coronavírus? Varia muito de pessoa para pessoa. Algumas delas sentirão como se fosse apenas um resfriado. Já outras podem ter febre e dificuldade para respirar. 

Materiais sobre o coronavírus para crianças:

Pequeno e-Book sobre a Covid, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Dá pra imprimir e até desenhar nele. Tem também a versão em vídeo deste e-Book no Youtube. 

Um belo material da Série Pequenos Cientistas, para crianças um pouco maiores, da Universidade Federal do Mato Grosso. 

Almanaque Turminha Reconecte, do Ministério da Saúde

 

Foto: August de Richelieu from Pexels

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Vida profissional, maternidade e pandemia: como as empresas podem ajudar

Vida profissional, maternidade e pandemia: como as empresas podem ajudar

É sabido que muitas empresas ainda têm problemas em contratar mulheres que são mães, inclusive algumas sequer querem contratar mulheres. A própria ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, foi questionada por um radialista sobre seus planos de engravidar e ficar de licença durante sua gestão, algo que jamais seria perguntado a um homem. A gente torce – e trabalha – para essa realidade mude. De acordo com a Corporate Women Directors International, na América Latina, menos da metade das 100 maiores empresas (apenas 47) conta com pelo menos uma mulher nos conselhos de administração. Ainda bem que essas empresas não são a maioria, mas ainda que a presença feminina no mercado de trabalho seja alta (43% de acordo com o IBGE) não podemos fechar os olhos para o fato de nós, mulheres, temos necessidades diferentes. E agora ainda mais com a pandemia do coronavírus e as mudanças trazidas por ela. Empresas mais avançadas e com uma filosofia de trabalho mais igualitária sabem disso. Quando se trata de mulheres, vida profissional, maternidade e pandemia neste ano de 2020 se entrelaçam. Mas o quê, de fato, as empresas podem fazer para apoiar as mulheres na maternidade, principalmente agora nesse período tão incerto? 

Eu sou mulher, mãe e trabalho aqui na Alemanha. Na empresa onde trabalhava existia muita consideração pelo fato de eu às vezes ter de sair mais cedo ou chegar mais tarde. Mas isso não era o suficiente. Eu trabalhava todos os dias das 09h às 18h, nunca podia buscar meu filho na creche e passava pouco tempo com ele durante a semana. Cheguei a negociar fazer home office duas sextas-feiras por mês, assim eu poderia dar a meu filho a alegria de ser pego pela própria mãe ao menos de vez em quando. Nunca aceitaram. Eu podia fazer home office esporadicamente em caso de doença ou outra necessidade, mas nunca de forma estruturada. O que isso nos diz? Em primeiro lugar que muitas empresas ainda não entenderam que mães têm necessidades diferenciadas, que trabalhar de casa de vez em quando é bom pra todo mundo, principalmente para a funcionária que passa mais tempo com o filho, fica mais feliz e produz mais e melhor. 

Bem, a pandemia deste ano veio e mudou tudo. Quem antes não queria autorizar as funcionárias a trabalharem de casa agora se viu forçado a adotar o home office. E nessa de trabalhar de casa, ser mãe ou não ter filhos se tornou irrelevante para as empresas.

O temido risco de chegar atrasada todos dias, de ter de sair mais cedo com frequência ou de não ir trabalhar perdeu espaço. De casa, mulheres conciliam maternidade e trabalho de forma mais justa e organizada, dividem melhor seu tempo e podem dedicar mais tempo aos filhos. Mesmo que ter as crianças em casa o tempo todo represente um certo nível de estresse durante a quarentena. Mas nem todas as empresas eram fechadas para as necessidades das mães. É muito bom saber que tem empresas que levam a maternidade em consideração e criam políticas específicas para funcionárias com filhos. Como as empresas podem apoiar – e ajudar as mulheres na maternidade?

Mudanças na cultura corporativa 

Não adianta se dizer igualitária se a cultura corporativa da empresa incentiva homens em posições de chefias e mulheres em posições subalternas pelo fato de as mesmas terem filhos, engravidarem e saírem de licença-maternidade. Na última empresa em que trabalhei senti que havia um pouco isso, vira e mexe ouvia do meu chefe “Sei que você tem um filho, mas é importante estar aqui todos os dias às 09h…” Não durei nem três meses nesta empresa, pois não gostei do ambiente de trabalho. 

Ampliar a licença-maternidade e paternidade

Aqui na Alemanha, o “Elternzeit”, que pode ser traduzido como “tempo dos pais”, o equivalente a nossa licença-maternidade varia de um a três anos. Em 2008, o Programa Empresa Cidadã ampliou de quatro para seis meses a licença-maternidade aí no Brasil. Mas se considerarmos que muitas mães amamentam por um período bem mais longo, esses seis meses são suficientes? A licença-paternidade também passou de 15 para 20 dias. Mas a adesão ao Programa Empresa Cidadã é opcional ou seja: não é lei. 

Aleitamento materno

E já que amamentar pode ir muito além dos quatro meses de licença garantidos pela lei, que tal as empresas criarem salas específicas para o aleitamento materno? E caso isso não seja possível, ao menos um ambiente preparado para as mulheres extraírem leite e o guardar com segurança até o momento de irem para casa. 

Jornadas de trabalho adaptadas

Algumas empresas já entenderam que a maternidade – principalmente a volta ao trabalho após o nascimento do bebê – é um período bastante delicado e conturbado. Por isso, multinacionais como Volvo e Novartis têm programas de volta ao trabalho com carga horária flexível, jornada reduzida e home office parcial nos primeiros meses. 

Auxílio financeiro

Oferecer às funcionárias um suporte financeiro em forma de auxílio-creche é uma ótima ajuda, pois muitas mulheres precisam pagar para alguém cuidar de seus filhos enquanto trabalham. E se a funcionária já ganha pouco, o que resta no fim do mês depois do gasto com uma pessoa para cuidar do filho, muitas vezes nem compensa a mulher trabalhar fora. No meu caso, aqui na Alemanha todas as famílias recebem uma bolsa-criança do governo até a idade de 21 anos, independente da classe social. É uma senhora ajuda para cobrir gastos com creche, alimentação e escola, e embora não seja oferecida pelas empresas, mostra como políticas públicas também podem entrar na jogada e dar um pouco mais de fôlego para as mulheres com filhos

Home office durante a pandemia

Empresas precisam entender que trabalhar de casa com crianças 24h por dia em casa não é fácil. Por isso, neste período de pandemia, muitas vezes os melhores horários para trabalhar são depois das 20h, quando os pequenos vão pra cama, ou muito cedo, antes de eles se levantarem. Daí a necessidade de negociar prazos e entregas diferenciados. Por exemplo, o horário das 08h às 12h é conturbado para mães que estão de home office com os filhos em casa. É hora de café da manhã, organização da casa, definição do que farão as crianças e do almoço. Já o período da tarde, das 14h às 18h é mais tranquilo, com as crianças vendo TV ou fazendo alguma atividade no tablet para dar um sossego e as mães poderem trabalhar. Compreensão é o segredo aqui. 

Na sua opinião, o que mais está faltando as empresas fazer para apoiar as funcionárias que são mães? Já teve alguma experiência profissional ruim por ser mãe? Responde aqui pra mim. 

Quer ler mais sobre o assunto dentro da realidade brasileira? Clica AQUI e AQUI

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Dicas de como continuar viajando durante a pandemia

Dicas de como continuar viajando durante a pandemia

A pandemia do coronavírus veio e mudou tudo. A indústria de viagens e o setor de turismo em geral foram um dos mais afetados. Com a insegurança gerada pela crise sanitária, a escassez de dinheiro e o desemprego, viajar é algo que caiu na lista do consumidor. Mas pouco a pouco as economias começam a reagir mundo afora. 

Uma coisa é certa: viajar nunca mais será como antes. Pelo menos até termos uma vacina. Normas de higiene e segurança ganham prioridade, o distanciamento físico tem que ser levado em conta pelas empresas áereas, de transportes e indústria hoteleira, além do próprio turista. A gente conversou com um especialista no assunto para pegar dicas de como continuar viajando durante a pandemia, com segurança e pagando preços justos.

A primeira coisa é aceitar que, enquanto a vacina não vem, adaptar-se é necessário, e respeitar as normas de segurança é imprescindível para não por nem a sua nem a vida dos outros em risco. 

A nova realidade

De acordo com Fabian Azzali, sócio-diretor da Litoral Verde Viagens (Insta: @litoralverdeviagens) tanto no Brasil como no resto do mundo teremos que nos adaptar ao “novo normal” enquanto a vacina não estiver disponibilizada em grande escala pelo mundo. Isso implica, por exemplo, em não descuidarmos das normas de higiene e segurança, evitar aglomerações e atentar para o distanciamento social. Para o diretor da Litoral Verde Viagens a higiene trará maior segurança a todos, mas tais medidas precisam e devem ser reforçadas tanto pelas empresas quanto pelos usuários. Será necessária uma mudança de pensamento e de cultura em relação a essas questões.

Mas e as operadoras de turismo, setor tão afetado pela pandemia, como ficam nessa história? Para Azzali, as empresas estão se adaptando às novas normas convencionadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde. Cada segmento, sejam Hotéis, Cias Aéreas, Agências e Guias, têm suas características e adaptações a serem postas em prática. “Mas já sabemos que contatos virtuais, uso de máscaras, maior distanciamento e menor aglomeração de pessoas, formando apenas grupos familiares que moram juntos, são comportamentos básicos para todos os segmentos”, completa.

Higiene

O viajante não deve esquecer de levar máscaras de proteção mesmo que viaje de carro (Confira aqui dicas para planejar sua viagem de carro). O transporte de álcool em gel deve ser evitado pelo perigo que o mesmo representa.

A exemplo das mudanças implantadas em viagens aéreas depois do 11 de setembro de 2001, a pandemia do coronavírus deve mudar a maneira como viajamos. Algumas dessas mudanças já podem ser vistas. “Além do uso do álcool gel e da utilização de máscaras, vale ressaltar que tanto os aeroportos quanto as rodoviárias estão sendo marcados com adesivos no solo para reforçar o distanciamento de 1,5m entre as pessoas nas filas. Porém é fundamental que as pessoas atentem e respeitem isso, pois não é o que temos visto nos terminais”, aponta Fabian. Mas com tudo isso, você deve estar se perguntando se viajar vai ficar mais barato ou mais caro. Tudo depende do destino. Para Fabian Azzali, em alguns casos, mais caro e, em outros, mais barato. “É difícil prever isso com exatidão pois é um fator que depende da oferta versus demanda. Mas em todo caso é muito importante ficar atento às promoções oferecidas tanto pelas companhias aéreas quanto pelas operadoras de turismo”, complementa.

Para onde ir?

Mesmo que aos poucos a gente vá voltar a viajar, certas viagens certamente serão mais evitadas que outras. Por exemplo, viagens internacionais e de longa distância terão menos procura. “Em nossa opinião, as viagens de longas distâncias (internacionais), cruzeiros e as de eventos, devido a necessidade de aglomeração, serão as mais afetadas”, pontua Fabian. 

Porém, há boas notícias. Viagens rápidas e curtas tendem a crescer durante a crise do coronavírus. Isso por que é seguro viajar de carro, tendo contato somente com pessoas da família ou amigos próximo. “As viagens curtas de fim de semana com a família no seu próprio carro ou alugado (chamadas Viagens Regionais) tendem a crescer muito com esse cenário, especialmente para hotéis menores”, avalia o profissional. Ótimo momento para explorar o turismo local e descobrir as belezas da nossa região

E como escolher onde ficar, principalmente para quem tem filhos pequenos? Embora soe “utópico” como bem diz Fabian, ele acredita que as viagens com crianças deverão ser feitas em Resorts, “pois estes empreendimentos, além de possuir uma grande área externa para atividades, possuem uma ampla estrutura de colaboradores que são melhores treinados para a nova realidade pós pandemia”, completa.

Turismo de negócios

Mas nem só de lazer vive a indústria de viagens. Outra fatia importante desse mercado são as viagens de negócios, setor que em 2019 movimentou nada menos que R$11,9 bilhões de reais, de acordo com o Ministério do Turismo, representando uma alta de 9,5% em relação ao ano anterior. 

Para Fabian, as viagens de negócios já estão se adaptando à nova realidade, com mais reuniões virtuais evitando o deslocamento de seus colaboradores. Aqui na Alemanha, por exemplo, viagens de negócios ainda são evitadas. Os encontros de longa distância estão ocorrendo por apps de vídeo conferência como Zoom, Google Meeting, etc. “Entendemos que esse segmento será um dos últimos a se recuperar. Em alguns países da Europa, por exemplo, as empresas estão pedindo o teste de covid aos seus colaboradores (pagos pela empresa) quando as reuniões presenciais forem inevitáveis”, avalia Azzali.

Embora viajar durante uma pandemia seja um desafio em um país como o Brasil, temos a sorte de ter um litoral vasto, florestas e ecossistemas diversos, além de cidades e interiores cativantes e belos. Já parou para pensar em como desconhecemos nossa própria região? Que tal sair pra explorar o interior do seu Estado, dirigir uma hora, duas pra fora da cidade pra ver como a vida pode ser diferente tão perto de onde vivemos? Além de surpreender, viagens regionais ajudam na economia local, pois o dinheiro do turista fica na região, ajudando no processo de retomada da economia. A aventura é garantida! Deixa o sonho dos EUA para mais tarde. E então, vamos explorar os arredores?

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Cinco passos para ajudar os pequenos produtores de moda durante a pandemia

Cinco passos para ajudar os pequenos produtores de moda durante a pandemia

Muitos países, como o Brasil, nem chegaram a sair direito da quarentena e a ameaça de uma segunda onda de Covid paira sobre nossas cabeças. Aqui na Europa uma segunda quarentena já é quase certa. Com isso, o comércio local de pequeno porte é o que mais sofre. E quando o assunto é moda, tudo se torna secundário visto que, em uma pandemia, outras prioridades ocupam a cabeça das pessoas. Dentro desse cenário, como ajudar os pequenos produtores de moda? O que fazer para apoiar e dar suporte em um mundo em que a digitalização do comércio se faz necessária diante do cenário atual de distanciamento social? Não só os pequenos produtores de moda perdem seus pontos de venda diante do fechamento de lojas e shoppings, como também perdem apelo de compra, já que o dinheiro é mais curto e as prioridades de gastos mudam. Abaixo, listei cinco passos para ajudar os pequenos produtores de moda durante a pandemia que todos nós podemos começar a fazer já.

  1. Conectando-se ao seu produtor de moda local – desemprego, incerteza, pouco dinheiro circulando, comércio de portas fechadas. Muita gente comprando online. É hora de prestigiar quem produz moda e acessórios aí mesmo no seu bairro ou região. Ajude a dar visibilidade aos pequenos produtores seguindo-os nas redes sociais, compartilhando o conteúdo postado por eles, curtindo e visitando o comércio eletrônico da marca. Tente descobrir se há, no seu bairro ou região, costureiros, designers, fabricantes de roupas, calçados, acessórios, e prestigie o trabalho desses pequenos empresários.
  2. Compre de varejistas locais – se as pessoas prestigiarem produtores locais os mesmos ganham visibilidade junto aos varejistas locais. E agora com a reabertura do comércio é um ótimo negócio revender bens de consumo de produtores locais. Barateia os custos e ainda ajuda a economia local. Quando você compra aquele vestidinho de verão ou até mesmo suas máscara anti-Covid da lojinha local você está privilegiando quem produz ali mesmo, fazendo com que os donos de comércio também optem por revender de produtores de moda da região. Todo mundo sai ganhando.
  3. Prestigie os lançamentos online de coleções de pequenos produtores – com grandes eventos cancelados, o jeito é partir para o online. E já que você segue e acompanha o produtor de moda local, por que não dar audiência para o esforço dessa galera? Tem muitas marcas e designers de moda organizando desfiles online. Compartilhe. Assista. Prestigie. Isso ajuda a promover as coleções e chamar atenção do público em geral para a marca.
  4. Experimente novas formas de compras online – tem muita gente se reinventando na pandemia. Comprar online não é nada novo e esse comércio online só cresce. A novidade é que agora até os pequenos produtores e varejistas pequenos estão sendo forçados a migrarem para o online se quiserem sobreviver, sem abrir mão ou não do presencial. E tem novos modelos de negócios se desenvolvendo justamente para atender a essa demanda de consumo. Tem costureira e varejistas oferecendo serviços online em que o cliente escolhe as peças que quer experimentar e recebe uma mala de coisas em casa para testar sem compromisso, com tempo e conforto. Por que não tentar um serviço desses na hora de comprar as roupinhas do seu bebê? Pedir online e escolher tudo com carinho no conforto de casa? É uma idéia sensacional que tem sido bem aceita pelo mercado e tá salvando o orçamento de muita gente.
  5. Privilegie os pequenos produtores de moda em seu negócio local – se você tem um comércio pequeno, seja ele de moda, uma oficina de costura ou revenda de calçados, dê prioridade para quem produz aí mesmo no seu bairro ou região. Compre tecidos dos produtores locais, tente negociar a revenda de calçados dos confeccionistas da região; dê uma chance para aquela costureira expor as peças dela na sua vitrine da sua loja. Todo mundo sai ganhando, por que isso baixa os custos de revenda para você e para o consumidor, você ajuda quem, como você, tá penando para continuar ativo durante a pandemia. Essas pequenas ações sustentam a economia local e podem fazer toda a diferença para os pequenos produtores tentando sobreviver. Não tá fácil pra ninguém, mas quando a gente consome de forma mais consciente – e vende de forma mais consciente -, com menos dependência dos grandes produtores e com foco no local cria-se uma cultura de consumo local. O dinheiro fica ali no seu bairro ou cidade, ajudando a economia a crescer.

Alguns dados desse mercado no Brasil:

De acordo com a pesquisa Sebrae, 73% dos empresários de moda no Brasil são mulheres. Dentre todos, 83% possui loja de rua, daí a importância de comprar no seu bairro ou cidade para ajudar a economia local. E a gente fez esse post com cinco passos para ajudar os pequenos produtores de moda durante a pandemia justamente por que esse nicho representa nada menos que 60,6% do mercado (o Sebrae considera micro e pequeno todo o negócio com faturamente anual máximo de R$360 mil reais).

E você, tem conseguido apoiar o comércio local próximo de onde mora durante a pandemia?

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SOBRE o PL

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