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Millie Bobby Brown e outras marcas de beleza veganas para conhecer já

Millie Bobby Brown e outras marcas de beleza veganas para conhecer já

Lembra que há poucos dias fiz um post sobre marcas de moda cruelty-free? Durante a pesquisa para o assunto fiquei curiosa sobre a diferença entre ser cruelty-free e ser vegano. Como eu expliquei lá naquele post, ser vegano significa que um produto NÃO contém NENHUMA substância de origem animal. Um produto pode ser cruelty-free e conter substância animal, ou ser vegano mas ser testado em animais, logo não sendo livre de crueldade. Em resumo: um produto pode ser cruelty-free sem ser vegano! Então, muita atenção a esses dois conceitos. Contudo, se o que você procura são produtos livres de qualquer traço animal, a palavrinha correta é VEGANO. 

Se você ainda acha que produtos veganos são sinônimos de embalagens feias e cremes malcheirosos, saiba que hoje esse nicho de mercado cresceu, prosperou e oferece skincare e makeup de ponta para ninguém botar defeito. Além disso, o acesso a esses produtos está bem mais popularizado, com diversas marcas vendendo pela internet. E sim, tem produto cheio de qualidade com alta pigmentação e longa duração. Atualmente, muitas marcas grandes de produtos de beleza oferecem produtos veganos. A seguir, vamos falar de Millie Bobby Brown e outras marcas de beleza veganas para conhecer já, seguir e, por que nao, usar? 

Millie Bobby Brown – Seu rosto é conhecido do público que acompanha “Stranger Things”. A atriz Millie Bobby Brown, de apenas 16 anos, lançou sua própria linha de cuidado facial e makeup toda vegana e livre de crueldade. A linha, chamada Florence by Mills, é livre de parabenos e sulfatos e é indicada para todos os tipos de pele. O foco são jovens adultos e adolescentes, o que é bem interessante pois ao oferecer uma gama de produtos veganos para esse público, educa-se os jovens a buscarem produtos sustentáveis desde o início. Balm para os olhos, máscara, concealer e esfoliante são alguns dos produtos da nova marca. Por que né, gente? Cuidar da beleza começa cedo. 

KDV Vegan Beauty – Lançada em 2008 a marca está presente em 36 países com seus 250 produtos de beleza e maquiagem veganos e cruelty-free. Coleciona prêmios e seu produto número um é o delineador líquido Tattoo Liner. As embalagens têm uma pegada gótica-chique incrível, e os fãs da marca garantem que em termos de cobertura e duração ela não deixa nada a desejar. Disponível na Sephora Brasil.

Santapele Marca brasileira que aposta em fórmulas à base de frutas, flores e outros ingredientes vegetais para entregar produtos veganos de alta performance. Fundada por Carolina Filgueiras, a Santapele oferece produtos para o cuidado com o corpo, cabelos e para a casa como spray de ambientes, velas e kit lavabo inspirados nos quatro elementos da natureza, além de uma linha spa. 

Surya Brasil – A marca nacional oferece produtos à base de cupuaçu, buriti e murumuru combinados com plantas como a henna. Tem a coloração natural mais vendida do mercado brasileiro, e segue sendo uma opção para quem busca tingir os fios sem químicas pesadas. Além disso, tem esmaltes, óleos, géis, produtos para now e low poo, e finalizadores em seu portfólio.

Linha Lolita, The Body Shop – a marca já é mundialmente conhecida por fomentar o comércio sustentável e a extração e produção dos ativos de seus produtos de beleza de forma justa, mas nem todos os produtos são veganos. A linha Lolita, contudo, traz fórmulas 100% vegana com perfume, cremes corporais e sabonetes a preços convidativos. Linha bem feminina que foi reformulada recentemente e mira no empoderamento feminino através de notas marcantes. 

Positiv.a – Vale muito citar essa marca, que oferecia produtos para a casa ecologicamente corretos, e agora lançou uma linha de autocuidado 100% natural e sustentável de origem vegana. Muitos desses produtos são feitos em parceria com pequenos produtores espalhados pelo país. Por exemplo, os óleos essenciais da marca são todos produzidos em agroflorestas orgânicas. O óleo hidratante vegetal de gergelim vem de uma fábrica que fomenta a cultura da maior comunidade quilombola do país. Exceto pela pasta de dente, todos os produtos da nova linha tem zero plástico na embalagem, e os rótulos são feitos com tinta à base de água. 

E.L.F. Cosmetics – O legal dessa marca é que ela tem uma gama bem extensa de produtos e os preços são bem acessíveis (não é fácil fazer – nem encontrar – produtos veganos baratos!). Destaque para o gloss Pop Juicy e as paletas de sombras. Além de vegano, a marca garante produtos 100% livres de crueldade com animais. 

Biossance – Bem conhecida já do público beauty, o grande lance da Biossance é que seus produtos são à base de “squalene”, uma versão muito próxima do lipídeo produzido pela nossa própria pele. Por esse motivo, o nível de hidratação é alto, mas sem o efeito de poros entupidos. Vale lembrar que esse lipídeo é usado por outras marcas, porém proveniente de fígado de tubarão. A Biossance criou sua própria fórmula a partir da cana de açúcar para poder oferecer um produto sustentável e clean. 

Cover FX – Vale citar a marca criada pelo ex químico-chefe da MAC Cosmetics. O legal da Cover FX é que os produtos podem ser misturados para atender às necessidades individuais de cada um, tendo como base o conceito de que maquiagem é algo individual e um produto apenas não pode servir pra todo mundo. Gotas de iluminador podem ser misturadas com outros produtos e o mesmo vale para os primers da marca. Tudo 100% vegano!

Youth to the people – Já começa que todas as embalagens são de vidro, que é um material sustentável que se decompõe na natureza. Ao olhar para os vidrinhos tudo emana “clean”. A marca é 100% vegana e cruelty-free, além de seguir normas de segurança bem estritas. Vale conhecer e se apaixonar. 

Lime Crime – Escolhi incluir essa marca, inspirada em unicórnios (haha) para os amantes de brilho e glitter. Pense numa sombra líquida cheia de brilho? As cores são vibrantes, tem glitter pra dar e vender e as embalagens são essa coisa meio conto de fadas. Para uma make divertida, iluminada e alegre. Apaixonei nas embalagens!

Use Orgânico, e-commerce brasileiro que vende multimarcas de produtos de beleza orgânicos, veganos e cruelty-free.

Então, mostrei para vocês a Millie Bobby Brown e outras marcas de beleza veganas para conhecer já, e quero saber aqui: convencidos de que vegano, além de sustentável, animal-friendly, também é sinônimo de qualidade e inovação? Qual sua opinião sobre produtos de beleza e maquiagem veganos? Já usou ou usa algum?

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Cirurgia plástica e autoimagem – como é no Brasil e na Alemanha?

Cirurgia plástica e autoimagem – como é no Brasil e na Alemanha?

Você deve estar se perguntando o porquê desse post. Na verdade, acho interessante comparar cirurgias plásticas – preferências femininas no Brasil e na Alemanha por questões culturais. Será que em países tão diferentes o apelo da cirurgia plástica é o mesmo? E a cobrança pela perfeição acontece na mesma medida? A mulher alemã se vê da mesma maneira que a brasileira se vê em termos puramente estéticos? E por que procuramos a cirurgia plástica? Beleza, vontade de mudar e ficar mais bonita ou insegurança e autoestima baixa? Vamos explorar.

De acordo com a  ISAPS – Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é um dos campeões mundiais em cirurgias plásticas, tendo realizado mais de UM milhão de procedimentos cirúrgicos no ano de 2018. Em 2019, esse número absurdo ainda aumentou 25%, de acordo com a SBPC – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A entidade realiza um censo bianual, que auferiu, por exemplo, que de 2014 até 2019 a maior parte dos pacientes tinham entre 19 e 50 anos. 

Quais são os procedimentos mais procurados pelos brasileiros?

De acordo com a SBPC o aumento dos seios lidera, com quase 19%, seguido da lipoaspiração com mais de 16%, a dermolipectomia abdominal (retirada de excesso de pele e gordura) com cerca de 16% e a redução dos seios com quase 10%. 

Procedimentos no rosto também ganham destaque, com a blefaroplastia (eliminação de gordura e pele das pálpebras) com cerca de 9%, a rinoplastia (cirurgia no nariz) com mais de 4% e o lifting facial – aquela levantada no rosto! – aproximadamente 3%. Sendo a maior parte das cirurgias feitas em mulheres (cerca de 87,4% são mulheres, de acordo com dados mundiais publicados pela The International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Vale se perguntar as reais razões da busca por cirurgias estéticas entre o público feminino. 

Voltei a usar bíquini

Eu mesma já quis muito fazer algo na barriga, que ficou disforme depois da gravidez, com flacidez e estrias na região do umbigo. Isso era algo que costumava me incomodar muito nos primeiros quatro anos após o parto. Hoje, posso dizer que me incomoda bem menos.

Nesse último verão que passou aqui na Europa resolvi fazer as pazes com meu corpo e, pela primeira vez em quase sete anos, voltei a usar bíquini.

Tenho consciência que o fato de eu me sentir mal com minha barriga vem também do fato de as pessoas criticarem excessivamente o corpo feminino, e de a mulher que está fora dos padrões de beleza ser vista como “desleixada”, alguém que não se cuida. No meu caso, meu ex-marido fez eu ter vergonha da minha barriga pós-gravidez, e passei a fazer de tudo para escondê-la. Essa visão claramente nos influencia, mas devemos nos perguntar se estamos insatisfeitas com nossos corpos por um motivo nosso de querer mudar e se sentir mais bonita, ou simplesmente por causa da opinião alheia. Body shaming nos afeta e, consciente disso, eu decidi que iria sim usar bíquini e tentar aceitar meu corpo como ele é nesse momento, com suas marcas e cicatrizes.

Por que se um dia eu decidir partir para a cirurgia plástica, eu quero que essa decisão venha exclusivamente de mim, e nao da vergonha sentida pela falta de sensibilidade das pessoas ou pela opinião delas em relação ao meu corpo. 

Seguindo essa linha de decidir mudar por nós mesmas, de acordo com o doutor Eduardo Kanashiro, cirurgião plástico, na maioria das vezes as mulheres fazem cirurgias plásticas para elas mesmas. “Querem restabelecer o corpo alterado com a gestação, corrigir imperfeições que sempre as incomodaram ou ainda diminuir os sinais da idade”, conta. Acho isso ótimo e fico feliz em ouvir um profissional dizer isso! De acordo com ele, apenas uma pequena parte procura o cirurgião por motivos psicológicos que merecem uma atenção maior antes da cirurgia. 

O profissional também observa que a preocupação com a aparência é algo cultural: “A quantidade de cirurgias estéticas é muito variável de um país para outro e isso é resultado das diferenças culturais. É muito difícil mudar isso numa sociedade, pois o ser humano tem essa necessidade de aceitação pelos seus pares”, diz Kanashiro. 

Como é na Alemanha?

Ele tem razão, pois na Alemanha, por exemplo, de acordo com um estudo conduzido com 2100 pessoas em várias regiões do país e publicado pela National Library Medicine, verifica-se que procedimentos estéticos cirúrgicos poderiam ser melhor vistos e ter uma abordagem mais positiva tanto pela mídia como pelas pessoas. Porém, isso não impede que o país figure no ranking dos dez países com mais procedimentos estéticos no mundo, ocupando a quarta posição

Pela minha experiência pessoal, posso dizer que na Alemanha a cobrança pelo corpo perfeito é muito menor do que no Brasil. Há aqui bem menos apelo sexual na TV ou na publicidade usando o corpo feminino como objeto de desejo, o que resulta em o nu sendo tratado de forma mais natural (nudez em saunas públicas e lagos são comuns por aqui). Tudo isso contribui para uma imagem de si menos impactada pelas expectativas dos outros ou pelo padrão de beleza vigente. E por falar em auto imagem, como lidar com essa questão tão delicada na hora de fazer uma cirurgia plástica?

Autoaceitação e imagem

Para o Dr. Eduardo Kanashiro, é preciso antes de tudo avaliar se o descontentamento encontra respaldo na aparência física da cliente ou se tem a ver com algo mais complexo, como uma visão distorcida do próprio corpo. O ideal é que o profissional saiba identificar o real problema da paciente para oferecer a melhor opção de tratamento. É preciso avaliar outras causas de insatisfação que vão desde a dificuldade de autoaceitação até o transtorno dismórfico corporal, por exemplo. Nesses casos, um acompanhamento psicológico e psiquiátrico deve ser indicado”. 

Outro ponto interessante para o cirurgião é que as redes sociais e as selfies deixaram as pessoas mais críticas em relação à própria aparência.Você já reparou que agora dificilmente postamos uma selfie ou um stories sem filtro? É viciante! Eu mesma já baixei vários deles e uso filtros que escondem imperfeições, principalmente no stories. Os filtros alteram nossa percepção da nossa própria imagem. A gente quer estar perfeita em qualquer foto e isso pode ser perigoso. Eu tento me policiar, por que afinal, tenho manchas no rosto, marcas do tempo e tudo bem postar uma fotinha “real” vez ou outra.

As redes sociais nos expõe de uma forma nunca antes vista. Opiniões pipocam aqui e ali, elogios e críticas também. Ficamos mais vulneráveis.

O doutor Kanashiro conta que é comum pacientes chegarem ao seu consultório com fotos em posições que destacam o “defeito” que querem mudar. “Percebo que a imagem pessoal ganhou ainda mais importância depois do advento das redes sociais. A exposição é maior e as pessoas conseguem se analisar muito melhor diante de fotos do que no espelho e isso aumenta a autocrítica e o desejo de melhorar.”

Em uma sociedade ideal, as pessoas deveriam usar a própria imagem a seu favor. Mas não é o que acontece. Traços físicos podem facilmente ser confundidos com traços de personalidade, como bem explica Kanashiro: Por exemplo, se a pessoa tem o queixo muito retraído, ela pode ser percebida, inconscientemente pelos outros, como alguém retraído, tímido ou com certa fragilidade. Para uma posição de liderança, essa imagem pode não ser a mais desejada e uma cirurgia, a chamada mentoplastia, tem a capacidade de dar mais força a essa aparência, podendo aumentar as chances de sucesso para essa pessoa”. Então na verdade não estamos falando somente de autoaceitação, mas da aceitação dos outros e do impacto que ela tem na hora de se decidir por uma cirurgia estética. 

Plástica em adolescentes

Um ponto polêmico das cirurgias estéticas são os procedimentos realizados em adolescentes. Como saber se o desejo de mudar é algo real que fará diferença na autoconfiança da jovem, ou se tem fundamento apenas no apelo do padrão de beleza vigente? Para Kanashiro, o primeiro passo é a jovem conversar com os pais, que são as pessoas mais adequadas para orientá-la. Em seguida, os pais devem procurar um bom profissional. “O bom profissional saberá ouvir os anseios da jovem e discutirá com a família todas as possibilidades”. Mas atenção! Pais devem ficar atentos se a queixa dos jovens é um problema real ou apenas uma vontade fazer algo que está “na moda”. Isso faz toda a diferença e fazer uma cirurgia plástica pelos motivos errados pode acarretar em arrependimento posteriormente ou descontentamento com a própria imagem. 

Doutor Kanashiro conta que até os 20 anos de idade as cirurgias mais procurada pelos jovens são aquelas que corrigem alguma característica inestética que é motivo de constrangimento desde pequena, “como a orelha em abano, o nariz muito grande ou algo até considerado reparador, como malformações congênitas”. 

Izabela Derobi, bancária, é uma jovem que fez cirurgia plástica super cedo, aos nove anos de idade! No caso dela, a necessidade era mudar um traço físico que a incomodava: as orelhas de abano. Mas ela não parou por aí, já que desde os 14 anos os seios muito pequenos eram motivo de descontentamento. “Todas as minhas amigas tinham, e eu não. Minha mãe correu atrás de tudo da cirurgia, mas quem fez a cabeça dela foi meu pai! Meus pais pagaram as duas cirurgias. Mas ela confessa: “Minhas orelhas eu me arrependi um pouco, não de ter feito, mas de ter feito com apenas nove anos. Meu corpo mudou muito. Meu rosto, tudo. Acredito que eu poderia ter esperado mais.” E vai mais longe, acha que se houvesse menos cobrança da sociedade e um investimento maior no fortalecimento da autoestima as prioridades teriam mudado. “Ao invés de gastar dinheiro com cirurgia, gastaria dinheiro viajando. Em relação ao risco que corremos em entrar num centro cirúrgico, até pela grana. Até porque tendo um trabalho de auto aceitação paralelo eu teria preocupações com outras coisas”, assume. Apesar disso se diz satisfeita com as cirurgias e hoje se sente muito melhor com seu corpo, mais feminina depois do silicone, colocado aos 16 anos. 

As marcas de uma cirurgia

Cirurgias plásticas são cirurgias. E como tal, requerem anestesia – local ou geral – e em muitos casos o pós-operatório pode ser bastante complicado. Há riscos e os mesmos não podem ser menosprezados. Além disso, existem as cicatrizes, temida por muitos pacientes. O doutor Alexandre Audi, cirurgião plástico e especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que a sutura da pele é uma etapa complexa, por que cada pele vai responder de um jeito diferente. Isso explica por que, por exemplo, algumas mulheres que passaram por cesariana têm uma cicatriz imperceptível, enquanto outras ficaram com marcas aparentes (meu caso). “As células que formam a pele têm respostas que variam de acordo com cada área do corpo e com cada indivíduo”. Ele acrescenta que outros fatores também interferem nesses “cortes e costuras”. “É preciso realizar o repouso após todas as cirurgias. Os esforços e as tensões na cicatriz, antes da cicatrização completa, podem levar a cicatrizes alargadas e mesmo deiscências, que são os rompimentos dos pontos.” Ainda influenciam alterações genéticas, no caso dos negros e orientais, por terem maior predisposição a desenvolver cicatrizes hipertróficas e queloides. Minha mãe tem queloides e eu sempre tive medo de partir para uma cirurgia e ficar com uma cicatriz muito feia. 

Outro fator interessante que o doutor Alexandre Audi cita, é o fato da cicatriz de uma cirurgia anterior nao ser referência para como sua pele ficará em uma nova cirurgia. “Isso nem sempre funciona, porque os procedimentos são diferentes assim como a pele de determinadas regiões do corpo. Não dá para se comparar a cicatrização em uma abdominoplastia e mamoplastia, onde se irá retirar excesso de pele, esticar e dar pontos, com à de uma cesariana em que sobra muita pele e não resta nenhuma tensão”, esclarece o cirurgião.

Brasil 7 x 1 Alemanha

É interessante notar que, embora sejam países de culturas muito distintas e com apelo estético diferentes, a causa da insatisfação das mulheres são praticamente as mesmas. A maioria quer aumentar ou levantar os seios, tirar gordurinhas da região dos olhos, braços e barriga ou “consertar” a barriga, normalmente por causa de gestações que deixaram marcas. 

Alguns dados do ISAPS do ano de 2018, publicados em 2019.

O que você pensa sobre esse assunto? Faria algum procedimento cirúrgico se pudesse? Qual? Conta aí nos comentários. 

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Penteados com tranças são uma tendência que nunca sai de moda

Penteados com tranças são uma tendência que nunca sai de moda

Esses dias fiz um post aqui sobre tranças afro, uma cultura que data de séculos antes de Cristo e que até hoje faz a cabeça das mulheres mundo afora. Mas agora falando de tranças de uma maneira geral, é seguro afirmar que penteados com tranças são uma tendência que nunca sai de moda. Elas são românticas, podem ser embutidas, envolver a cabeça toda ou parte do cabelo. Entrelaçadas com outros materiais como fitas ou com tic-tacs nas pontas, as tranças agradam mulheres de todas as idades e são um símbolo da beleza feminina. O melhor de tudo: não requerem nenhum produto específico e podem ser feitas no cabelo molhado ou seco. De garotinhas de cinco anos a penteados de festa e até casamento, a trança é um penteado milenar existente desde a era pré-cristã. Na verdade, muitos afirmam que a história da trança data de 30 mil anos antes de Cristo, podendo ser vista na cabeça da Vênus de Willendorf, figura mítica desse período. Na Idade do Bronze (1200 a 500 A.C.), na Ásia Menor, Cáucaso, Europa Mediterrânea, norte da África e baixo Oriente Médio pessoas já usavam tranças em várias formas e tamanhos, e seus significados iam de desde a tribo a qual a pessoa pertencia até ao estado civil. Tranças também foram encontradas em achados arqueológicos Vikings e até mesmo de índios norte-americanos.

Ideal para quem gosta de mudar o look, esse penteado pode ser uma boa pedida, já que são versáteis e podem ser usadas tanto durante o dia quanto à noite.

O melhor de tudo é que qualquer cabelo pode ser trançado, e mesmo os muito curtos, pois é possível usar fibra sintética entrelaçada ao fio natural. Existem vários tipos de tranças, um mais lindo que o outro. Eu adoro tranças, mas não tenho talento algum pra trançar meu cabelo em casa sozinha. Acho lindo trança embutida, ou aquelas que as alemãs fazem aqui que dá uma volta em torno da cabeça, estilo camponesa. Aliás, aqui na Alemanha, no verão, a gente vê muito cabelo trançado. E na Oktoberfest é praticamente parte do dress code: vestido de camponesa, o famoso Dirndl com os cabelos trançados. As mulheres aqui arrematam com flores por toda a trança. Fica mega romântico!

Quais os tipos de tranças mais comuns? 

De acordo com a hairstylist Erik Salsa Meinberg, do salão Aguinado Cabelos by Andrea, essas são as tranças mais pedidas no salão de beleza:

Trança boxeadora – Ela é perfeita para looks casuais, para o treino e para dias de calor. O melhor é que o penteado dá um toque moderno e superfeminino e funciona para todos os tipos de cabelo: dos curtinhos aos grandões. Não é linda demais?

Trança raiz – pode ser o penteado completo, ou pode vir acompanhada de um toque clássico que ajuda a criar um visual moderno e arrojado.  Estão sempre em alta e podem ser usadas na lateral, embutida ou no topo da cabeça.

Trança despojadaas tranças têm tudo a ver com a temporada quente e o estilo “messy” também pode ser adaptado a elas. Basta caprichar na preparação ondulada e deixar a trançabem frouxinha. O penteado serve tanto para ocasiões mais formais quanto para um encontro de trabalho. Acho esse tipo de trança ideal para noivas ou para compor um look mais romântico.

Trança escama de peixeo penteado é super despojado para usar na praia ou na piscina, mas também combina perfeitamente com ocasiões mais formais! Ao contrário da trança clássica, a escama de peixe é feita com apenas duas divisões de cabelo, ao invés das três da trança tradicional. Então, parece complicadinha, né? Eu nunca fiz e não saberia dizer se fica legal no cabelo afro…

Penteados com tranças

Com rabo de cavalosempre existe a opção de incrementar seu rabo de cavalo com tranças finas que vão dar um toque especial. Elas podem ser criadas na lateral da cabeça antes de prender os fios, no comprimento do rabo e até mesmo envolvendo e escondendo o elástico.

Com coque – a trança feita na parte de trás da cabeça, de baixo para cima fica um charme se for arrematada com um coque alto. E nesse caso, pode ser um coque podrinho, despojado ou rosquinha, depende da ocasião e da personalidade de quem vai usar. Esse penteado valoriza as costas, por isso, combina com um vestido que deixe essa parte do corpo à mostra. Acho bem chique essa versão.

E vocês, gostam de trançar o cabelo? Conseguem fazer isso sozinha? Eu vejo meninas com cabelos super volumosos fazendo tranças incríveis em casa mesmo. Gente, não consigooooo! Sou péssima pra isso, mas acho lindo e quero muito aprender. Alguma dica?

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Tranças afro nunca saem de moda – técnicas e estilos

Tranças afro nunca saem de moda – técnicas e estilos

Tranças afro nunca saem de moda – técnicas e estilos

Trançar o cabelo nunca sai de moda. Fato. E creio que para quem está cansada do cabelo de sempre, está em transição capilar  ou não quer assumir o cabelo curtinho as tranças afro sejam uma ótima opção. Tô pensando seriamente em aderir e já até escolhi o look, esse aí da foto abaixo. As tranças afro duram até uns três meses e você não precisa lavar a cabeça todo dia. Quem já usou tranças recomenda que se use apenas xampu e nada mais, para evitar o depósito de resíduos no couro cabelo e no próprio cabelo. Além disso é bom usar toucas ou lenços de cetim para dormir, para evitar o atrito da fibra com o travesseiro, criando o friz nosso de cada dia.

Você sabia que as tranças afro datam de milênios ANTES de cristo? Pinturas em cavernas encontradas no norte da África sugerem que as tranças, além de serem uma forma de expressar moda, eram também um costume das sociedades. Um tipo de trança poderia indicar a classe social, se solteira ou casada e até mesmo a idade da mulher. Os penteados com tranças simbolizavam história, mas também eram bastante artísticos. A cultura da trança e seus significados era passada de mãe para filha, e podia variar bastante de uma tribo para outra. Tudo isso durou até o início da escravidão. Nesse período vergonhoso, muitas mulheres capturadas tinham seus cabelos raspados em uma tentativa de despi-las de suas origens e cultura, e prepara-las para a nova realidade cruel e desumana que as aguardava do outro lado do Atlântico. Você já reparou que nas novelas e séries nacionais que retratam o período da escravidão a gente quase nunca vê uma escrava com tranças? A cultura das tranças se perdeu por muitas gerações, mas não morreu. A prova disso é que ainda hoje elas existem e continuam bem populares tanto na África como fora dela. O movimento Black Power dos anos 60 trouxe de volta o orgulho negro e a não-aceitação do padrão europeu de beleza imposto.Trançar o cabelo voltou com tudo, uma forma de autoaceitação.

Tipos de tranças afro: twist, nagó, box braids. Qual a diferença entre elas? Vamos lá.

As tranças nagô são aquelas que ficam presas no couro cabeludo e podem ter formas geométricas. São embutidas e ficam SEMPRE bem arrumadinhas na cabeça. Dá pra ser bem criativa com essa técnica, pois ela permite desenhos diferenciados ao redor da cabeça. Você sabia que na África de séculos a matemática e geometria eram aplicadas à essas trança? Um cuidado: evite apertar demais, pois por ficarem presas na cabeça rente ao couro cabeludo, se muito apertadas elas podem danificar para sempre o folículos capilar, impedindo que o cabelo cresça. Já viu algumas mulheres com regiões da cabeça sem cabelo pelo uso excessivo de tranças muito apertadas?

Twists ou brandi twists na verdade não são exatamente tranças, mas rolinhos torcidos feitos com DUAS mechas (ao invés de três). O efeito é um ondulado torcido. Essa técnica possibilita o uso de outra técnica em conjunto: a aplicação de mechas – inclusive coloridas – com a ajuda de uma agulha de crochê, você pode trançar com o cabelo para trás, semelhante à técnica das tranças na nagô.

As box braids são as mais populares. Por serem tranças soltas são bastante procuradas por permitirem muita liberdade na hora de criar penteados com estilos diferentes. As tranças começam junto a raiz do cabelo, mas sem serem presas ao couro cabeludo. São aplicadas extensões sintéticas cujas cores variam de acordo com o gosto da cliente. Alguns exemplos de material sintético usado nessas tranças: lã (boa pra quem tem cabelo mais liso), kanekalon (para tranças mais grossas) e jumbo (efeito mais natural), cada um desses com suas particularidades.

Você já usou tranças? Me conta aqui os prós e contras. Eu estou pensando em colocar, e se fizer, volto aqui pra contar minha experiência.

 

Fotos 1, 2, 3: Pinterest
Foto 4 by Ezekixl Akinnewu from Pexels

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Técnicas de extensão de cílios para um olhar marcante

Técnicas de extensão de cílios para um olhar marcante

Técnicas de extensão de cílios para um olhar marcante

Quando a gente pensa em ter um olhar mais sexy logo vêm à cabeça os cílios postiços. Porém, existem também as técnicas de extensão de cílios para um olhar marcante. Se você prefere algo mais duradouro – e natural – alongar os cílios talvez seja uma boa opção. Uns anos atrás, em São Paulo, servi de modelo para uma aula de extensão de cílios onde eu trabalhava. O resultado foi incrível, mesmo que tenha durado menos de duas semanas. Dá vontade de ficar fazendo a manutenção pra manter aquele olhar lindo todo o tempo!

Mas quais são as técnicas mais usadas para alongar cílios? A seguir a gente vai falar de algumas pra te ajudar a escolher a melhor opção pra você.

A primeira e mais popular são os cílios postiços – à venda nas principais lojas de cosméticos e perfumarias, os cílios postiços são uma opção prática e barata na hora de ter cílios longos e sexy. Qualquer um pode usar e não requer nenhuma técnica especial de aplicação, bastando ter a cola adequada e o aplicador. Existem várias opções  e diferentes marcas no mercado que vão desde fios longos até fios mais cheios para quem tem pouco volume. A Kiss New York está com um lançamento bem legal – as linhas Cílios Blooming e Lash Couture (adorei esse nome hehe). A primeira custa 25 reais e promete um olhar profundo com fios em alturas variadas. A segunda, Lash Couture, em torno de 35 reais, já tem uma proposta mis sofisticada com múltiplos comprimentos e curvaturas. Pode ser usada até 10x.

Já se você prefere acordar diva todos os dias sem ter de se preocupar com o tira e põe dos cílios postiços, o alongamento de cílios é o mais indicado para você.

Fio a fio – a técnica mais clássica de todas e que promete um resultado bem natural. Nela, cola-se um fio sintético para cada fio natural da pessoa.

Volume russo – Se os seus fios são ralos e você quer ter mais volume, essa técnica é a mais indicada. Em cada um dos fios, aplica-se entre 3 e 7 fios sintéticos. No volume russo os fios aplicados são mais leves que os usados na técnica fio a fio. O resultado é lindo! Mas atenção para não exagerar e ficar com o olhar de aranha peluda hahaha

Megavolume – amiga, se você é daquelas que quer chegar chegando e sim, super quer um olhar exagerado e bem marcante, aposte nessa técnica. Essa técnica é igual a volume russo, a única diferença é que são aplicados entre 8 e 15 fios para cada fio natural! Olhar de boneca? Temos!

Híbrida – Nem tão natural e nem tão volumoso. Essa técnica de alongamento de cílios nada mais é do que a junção do fio a fio com o volume russo. Aqui, o profissional vai aplicar os fios sintéticos de acordo com a necessidade da cliente. Por exemplo, pode ser que em uma parte ele aplique apenas 3 fios sintéticos, e já em outra ele aplique 8 para um resultado equilibrado.

E o que é importante considerar antes de fazer o alongamento de cílios? Em primeiro lugar, faça somente com profissionais qualificados. Verifique se os produtos utilizados são realmente apropriados para usar nos olhos, dermatologicamente testados e antialérgicos. E claro, esteja pronta para fazer a manutenção a cada 15 dias para repor os fios que vão caindo.

E você, usa cílios postiços? Já fez alongamento de cílios? Conta aqui pra gente.

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