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Relacionamento: seis tipos de homens que você encontra no Tinder Alemanha

Relacionamento: seis tipos de homens que você encontra no Tinder Alemanha

Esse post vai ser hilário. Prevejo risadas! Já adianto que, por não ter experiência com o Tinder Brasil eu adoraria ouvir de vocês os tipos mais comuns que aparecem no app aí nosso país. A bela aqui está solteira e claro, o Tinder pareceu uma opção em diferentes ocasiões dessa minha solteirice pós-casamento que já dura mais de dois anos. Encontrei pessoas novas. Com alguns saí uma vez e nada mais. Com outros rolou um segundo encontro. Tive um namorado que conheci no Tinder. Mas na maior parte das vezes, é preciso paciência e tempo para encontrar alguém que valha o investimento. Enquanto isso não acontecia, eu dava muita, mas muita risada com os tipos mais comuns encontrados no Tinder Alemanha. Uma coisa é certa: aprendi a identificar logo nas primeiras mensagens se vale ou não a pena prosseguir. Afinal, amigos eu já tenho e se quiser novos não é no Tinder que eu vou procurar. Vamos lá?

  1. O Smalltalker – em inglês, small talk significa conversa fiada, aquele famoso “Que tempo feio hoje, né?”. Esse habitante dos bites and bytes do Tinder não consegue sair do raso, é incapaz – ou não quer – ir além do “Oi linda, tá fazendo o quê hoje?” No momento em que você reage ele te manda de volta uma resposta monossilábica ou um “Que legal”. Acabou conversa, gente! Espere aí uns dois, três dias e lá está o Smalltalker de volta com a mesma conversa rasa, sem graça e entediante. E claro, sempre com os mesmos elogios e perguntas, algo do tipo “Hast du einen schönen Tag?” – Tá tendo um bom dia? em alemão. Alguns chegam ao ponto de enviar esta mesmíssima frase todo santo dia, mesmo não obtendo qualquer reação da nossa parte.

    Conselho: ignore. Ou melhor: dá logo um unmatch por que isso aí nunca chegará a lugar nenhum.

  2. O amigo do Whatsapp – Esse cara começa muito bem, tão bem que a gente dá o número de telefone e logo migra a conversa para o WhatsApp. No app do Tinder ele tinha uma conversa legal, foi logo dizendo que queria conhecer e pediu rápido para mudar para o aplicativo de mensagens, pois “não entro muito aqui”. Uma vez no Whatsapp conversa vai conversa vem… e é só isso mesmo! Ele te chama no Whats, elogia tua foto de perfil, comenta no teu status, te conta do churrasco do fim de semana. Nenhuma menção a vocês se encontrarem pra se conhecer. E quando você toca no assunto ele é sempre muito positivo “Claro, vamos nos encontrar sim, quero muito te conhecer”. E morre aí. O que acontece com esse sujeito é o seguinte: ele está conversando e saindo com várias outras mulheres, e pra manter o carrossel de garotas sempre em movimento e ter escolhas, ele fica nessa, te alimenta com textinhos aqui, comentários elogiosos ali, uma promessa de encontro acolá…mas de fato ele não tá interessado em te conhecer. Tudo o que ele quer é te cozinhar ad infinitum para o caso de um dia ele não ter nada melhor pra fazer, aí sim você se torna uma opção.

    Conselho: se depois de uma semana o cara continua inventando desculpas pra não te encontrar, deseje boa sorte, explique que gosta de algo mais “real” e bloqueie. Esse tipo tem um talento incrível para nos fazer perder tempo. Quanto antes você se livrar, melhor.

  3. O cinquentão playboy – É impressionante como o ecossistema do Tinder fez surgirem esses tipos que vivem em busca da juventude perdida dos 20 e poucos anos. Eles gostam de ostentar um estilo de vida de alto padrão, as fotos só os mostram em “aventuras” tipo esqui nas montanhas, passeio em cima de um elefante na Tailândia, posando na frente de um carro esportivo na beira de uma praia, tomando vinho num restaurante caro. Esse habitante do mundo maravilhoso do Tinder gosta de variedade, ao entrar na dele você tem de estar ciente de que será apenas mais uma, pois o negócio é “aproveitar a vida”, mais conhecido como: vou fazer você se sentir incrível, te levar pra cama, curtir por um tempo e depois, PRÓXIMA! São homens emocionalmente imaturos que mentem sobre suas reais intenções. Problema: são incrivelmente charmosos, bem cuidados e sabem exatamente o que dizer – e fazer – para deixar uma mulher caidinha por eles. Muitos chegaram aos 50 sem casar e sem filhos. Outros até foram casados, mas por algum motivo acham que não aproveitaram a vida o suficiente e agora, depois dos 50, querem vive tudo de uma vez só. Que bom pra eles, né? Mas se você quer um homem real que te ofereça um relacionamento real, vai ter de dar adeus aos vinhos caros e as viagens de fim de semana uma vez por mês. Esse tipo é mulherengo até não poder mais, e quando passar o frisson da novidade, ele vai te transformar em uma das garotas do livrinho de “boas fodas” dele, aquelas meninas pra quem ele liga de vez em quando pra sair, mas estão sempre em contato pra te manter gravitando ao redor deles.

    Conselho: se você gosta e quer uma aventura intensa vai fundo! Mas vai sabendo que tem prazo de validade, e que com esse tipo de homem você só conhecerá da vida dele aquilo que ele filtra e te passa. A vida “real” dele dificilmente fará parte da sua. Ele criou um lifestyle e é dentro desse universo que ele vai te inserir para, depois, te transformar em mais um contato to go for na longa lista de mulheres dele. Se você busca um relacionamento sério, ele não é o cara que vai te levar pro altar, mas não deixa ser uma opção para curtir algo leve e sem compromisso desde que você saiba onde está entrando.

  4. O casado sem sexo – Um dos principais habitantes do país Tinder, esse tipo se diz entediado, preso a um casamento frustrante onde não há mais intimidade entre o casal. Separar? “Não é uma opção”, dirão eles. A julgar pelo número de homens casados no aplicativo eu diria que era pra população alemã estar em franco declínio, já que os casados não fazem mais sexo e, portanto, novos seres humanos não nascerão. Impressionante! Esse cara vai te dizer que é casado, mas que só no papel, pois na prática a relação já era há tempos. Vai propor encontros “discretos” uma vez por semana, ou até algo mais periódico nem tão discreto assim. Se como eu você é uma RAINHA do horário nobre, certamente vai querer estar com um homem que te exiba pra cima e pra baixo na sexta e no sábado à noite, que saia contigo de mãos dadas na rua no domingo de manhã. Spoiler: não vai rolar com esse cara. Ele vai querer te dar as terças à tarde ou no máximo um jantar nas quintas à noite. Você nunca será protagonista. Ele é CASADO, lembra?

    Conselho: FUJA!

  5. O cara de pau – Eu diria que esse é o tipo mais comum. Pra resumir é assim, o cara quer te conhecer com esforço ZERO. Zero investimento em você, zero tempo passado tentando te conhecer melhor, zero papo legal pra te conquistar, zero tudo. Ele quer sexo e não quer sequer ter de ser cortês para consegui-lo. Logo de cara ele vai fazer insinuações sexuais, até os elogios dele descambam para a vulgaridade. Em seguida ele propõe que vocês se encontrem – na casa dele claro! E quando você disser que prefere um local público por ser o primeiro encontro, ele vai te chamar de fresca, colocar mil empecilhos e dizer que quer “apenas” conversar com você sem interferências externas. HAHAHAHA sério. O cara quer te levar pro sofá da casa dele sem te conhecer pra conversar, minha gente! Em sua versão mais hardcore ele vai te perguntar se pode ir te visitar na sua casa, isso numa sexta ou sábado depois das 21h, porque né? super normal e tranquilo receber um estranho às dez da noite em casa no fim de semana. Sussa!. Eu dou altas risadas com esse tipo. Tenho umas respostas prontas na ponta da língua.

    Conselho: não invista NADINHA em um homem que acha que dividir uma taça de vinho contigo não é algo que valha a pena. Você não é a refeição de sábado à noite e não aceite ser tratada como tal. Deseje boa sorte e dê aquele block com gosto.

  6. O pervertido – Não sei se sou só eu, mas já perdi as contas do tanto de homens que dão match por que querem ser meu escravo. Não tô brincando, não. É sério. São homens cuja fantasia é servir uma mulher, fazer tudo o que elas querem e se deixarem humilhar por ela. Uma vez, de curiosidade, fui encontrar um. Conversamos em um bar e ele logo ficou vidrado, com o olhar fixo em mim, quase que em transe, me dizendo que iria limpar o box do meu banheiro com a língua, lavar toda a minha louça, me levar pra fazer compras e carregar todas as sacolas, servir a mim e as minhas amigas, e que meus comandos eram ORDENS! Me explicou, com uma riqueza de detalhes obscena, tudo o que eu poderia fazer com ele. Gente, eram tantas humilhações as quais ele queria ser submetido que eu perdi totalmente o interesse no cara. Não é minha. Gosto de homem masculino. Entendo que algumas mulheres curtam um cara assim e tals, mas não é meu caso. No fim do nosso encontro, dentro do metrô, ele pediu pra eu dar um tapa na cara dele. Disse que não conseguiria ir pra casa sem isso, estava vidrado, com uma expressão lunática.O cara ficou imóvel e eu tive de fazer o que ele queria….

    Conselho: se topar com um desses e a curiosidade falar mais alto, por que não? Sou a favor de novas experiências e de repente vai que você gosta da coisa? Mas se você é uma mulher que curte homens do tipo alfa bem masculinos esquece. Esse cara vai te fazer perder o tesão em cinco minutos!

Eu sempre digo que o Tinder é um ótimo fornecedor de matéria-prima para análise social. E mesmo um encontro ruim do Tinder tem seu lado positivo: a gente descobre cada tipo que nem sabia que existia. Ainda vamos falar mais do aplicativo por aqui. E vocês? Tô louca para ler os comentários de vocês sobre as histórias mais divertidas e bizarras vividas no aplicativo. Contem, contem tudo! 

Foto de abertura: Jasmine Carter from Pexels

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Conheça Freiburg, a cidade mais ensolarada da Alemanha

Conheça Freiburg, a cidade mais ensolarada da Alemanha

Conheça Freiburg, a cidade mais ensolarada da Alemanha

A primeira vez que fui em Freiburg, Alemanha, foi em 2007-2008. Na época só passei uma tarde lá, mas achei a cidade bem lindinha. Recentemente voltei a visitar e tive a oportunidade de andar bastante pelo centro histórico, e de olhar a povoação urbana do alto do Schlossberg. O verdadeiro nome do município em alemão é Freiburg im Breisgau (Freiburg em Brisgóvia, em português) e ele fica às margens oeste da famosa Floresta Negra, no sudoeste do país. Mas em português e no Brasil é mais conhecida como Friburgo, uma cidade universitária, famosa pelas práticas ambientais sustentáveis (uma das mais reconhecidas da Europa), qualidade de vida e por ser a mais quente e ensolarada da Alemanha. A universidade local data do período do Renascimento. 

A Floresta Negra é o cenário dos contos de fada dos irmãos Grimm, além de ser o local de origem o famoso bolo de chocolate floresta negra: camadas de chocolate intercaladas com creme e cerejas. Ao redor da Floresta Negra há várias cidades termais, turísticas e spas. A própria floresta oferece muitas belezas como o Titisee, o maior lago da floresta e um dos locais mais lindos dali. Mas em português e no Brasil é mais conhecida como Friburgo, uma cidade universitária, famosa pelas práticas ambientais sustentáveis (uma das mais reconhecidas da Europa), qualidade de vida e por ser a mais quente e ensolarada da Alemanha. A universidade local data do período do Renascimento. 

A igreja-matriz, ou Catedral de Freiburg, se destaca na paisagem, mesmo há quilômetros de distância é possível ver a construção em estilo gótico, iniciada no ano de 1200. Se puder, entre na igreja, que tem uma nave bem grande e arcos gigantescos, além de inúmeros detalhes arquitetônicos e janelas com afrescos minuciosos que valem a pena conferir. 

Curiosidade: a torre da catedral de Friburgo, com seus 116 metros de altura, é a única torre de igreja gótica na Alemanha que sobreviveu intacta até os dias atuais (resistiu até mesmo à Segunda Guerra). Ela foi terminada no ano de 1330.

O centro histórico de Friburgo é uma graça com suas casas coloridas e telhados envergados. Canais de água límpida correm pelas principais ruas, tornando a caminhada muito gostosa com o constante som de água corrente. Esta, que vem do Dreisam, um rio de 29 quilômetros com vários pontos para recreação e entretenimento ao ar livre. 

O prédio da prefeitura é tão bonito que parece uma maquete. Todo vermelho o edifício da Rathaus (Rathaus é prefeitura), data de 1520-21. Caminhe pelas ruas da cidade velha. Visite a Augustinerplatz. Você vai ver prédios antigos, arquitetura tipicamente alemã com aqueles ornamentos dourados, ruas estreitas e, ao olhar para o alto, um morro – o Schlossberg – de onde é possível ter uma vista deslumbrante da cidade. Precisa fôlego pra subir quase 500 metros íngreme, mas vale muito a pena. No local existe um elevador que pode te levar ao alto da colina caso esteja com criança pequena ou idosos, mas recomendo a subida a pé se puder. É  mais divertido e permite ir parando pra olhar, apreciar a vista e ainda tirar muitas fotos. Foi o que eu fiz e amei a aventura!

Aproveite também para andar muito pela Altstadt (cidade velha), pois são várias as zonas para pedestres onde carros não entram e é muito gostoso passear e olhar tudo de perto sem a interferência de veículos. 

Gastronomia de Friburgo

Estando Friburgo situada aos pés da Floresta Negra (Schwarzwald), advinha qual o bolo mais famoso por lá? Sim, o bolo floresta negra original nasceu aqui nessa região (não necessariamente em Friburgo) de floresta densa e escura, próxima ao Lago de Constança (Konstanz), região belíssima que vale ser explorada.. E é por essa delícia – encontrada em qualquer um dos bons cafés da cidade – que você pode começar. Pare em um café pra comer uma fatia de bolo. 

Por ser próxima já da fronteira com o Alsace, belíssima região francesa, a cidade alemã tem em sua culinária uma certa influência do país vizinho. Opções de comida não faltam, e uma das mais legais talvez seja comer as famosas salsichas alemãs grelhadas no mercado ao ar livre da cidade, que acontece diariamente ao redor da catedral. Experimente também a salada de carne acompanhada de pão preto. Um jantar tradicional em Freiburg pode ser o frango grelhado ao molho de cogumelos servido com Spätzle, uma espécie de massa de ovos semelhante a um macarrão. E claro, Freiburg também tem produção local de cerveja, então se você ama a bebida não deixe de experimentar! 

O que ver em Friburgo em um dia

– Jardim Botânico
– Universidade de Friburgo (Universität)
– Catedral de Friburgo (Freiburg Münster)
– Centro histórico (Altstadt)
– O museu Augustiner

Mas, se tiver mais tempo:
– Que tal uma aventura pela floresta negra?
– tire um dia para visitar o Bodensee (Lago de Constança)
– visite Vauban uma comunidade eco-sustentavel). 

Se você quer visitar a cidade em um ou dois dias sugiro que vá com roupa bem confortáveis e sapatos bons para andar bastante e subir a ladeira até o morro da cidade. Passear pela cidade pode ser um programa em família, sozinho ou a dois, mas se for em casal vale muito a pena subir no alto do morro para apreciar a vista com uma garrafa de vinho e ficar horas namorando vendo as primeiras luzes da noite surgirem.

O que mais te chama atenção na Alemanha? Tem alguma curiosidade sobre o país que você gostaria de saber?

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Sobre filhos, salsichas e bicicleta – estilo de vida na Alemanha

Sobre filhos, salsichas e bicicleta – estilo de vida na Alemanha

Como é morar na Alemanha? Como é a vida aí? São duas das perguntas que sempre me fazem. Resolvi escrever esse post para contar um pouquinho para vocês como é ser mãe, separada, trabalhar e viver em um país tão diferente do Brasil. Talvez ao fim desse post vocês consigam entender o que me faz continuar aqui, mesmo que às vezes eu queira voltar correndo para o Brasil! Acho que a melhor maneira de mostrar pra vocês como é a minha vida aqui é descrever um dia de semana típico seguido de um fim de semana. Vamos là?

Para os padrões brasileiros, as cidades européias são relativamente pequenas. Mesmo cidades grandes como Paris e Londres não chegam nem perto do tamanho de uma São Paulo. As distâncias são menores, e o transporte público mais eficiente logo, o deslocamento casa-trabalho-casa toma bem menos tempo. Aqui, o meu dia rende muito mais do que em São Paulo. A sensação é a de que temos mais tempo para as coisas, sabe? E o fato de poder fazer muita coisa de bicicleta facilita muito a vida. Ao invés de gastar 45 minutos / uma hora para andar até o mercado e voltar me arrastando com duas sacolas pesadas, eu gasto 20. Vou e volto de bicicleta ao mercado, correio, estação de trem e metrô. Meu sonho mesmo é poder ir trabalhar de bicicleta, o que espero acontecerá em 2020. 

Meu dia a dia todos os dias

Acordo por volta de 06h45 da manhã. Meu filho toma café, almoça e faz lanche na creche. Saimos de casa por volta de 07h30. A creche é ao lado, e ele vai em cima da minha bicicleta (e eu andando empurrando o folgadinho kkkk). Aqui os pais precisam entrar na creche, ir ao vestiário, ajudar a criança a tirar o casaco e colocar o Hausschuhe, que nada mais é do que um sapatinho confortável que as crianças usam dentro da creche. Só depois disso é que se considera que a criança está “entregue”. Aqui na Alemanha não se entra em ambientes fechados privados com o sapato da rua. Em casa, na casa dos amigos, na creche, todo mundo põe Hauschuhe (sapato de casa). 

Marcelinho brincando em um parque

Deixar minha casa e deixar meu filho na creche leva cerca de 10 minutos tudo! Aí pego minha bicicleta e pedalo um quilômetro até a estação de trem, onde a deixo estacionada no local apropriado para bikes. Pego o trem rumo a Munique e, chegando na estação final eu pego um ônibus. Parece muito? Não é! Da estação do meu bairro até a porta do meu trabalho levo cerca de 40 minutos. Em 2015, em São Paulo, eu gastava 1h30 só para ir ao trabalho… É por isso que eu falo que aqui o tempo rende mais.

A volta para casa não é diferente. Ônibus, trem e a minha bike. E consigo estar em casa em 45, 50 minutos no máximo. E gente, isso porque eu moro fora de Munique, tipo morar em Guarulhos e trabalhar em SP. Meu objetivo para 2020 é conseguir reduzir esse tempo de locomoção para 25 minutos no máximo. 

A creche vai até às 16h30, mas eu só chego em casa às 19h. Tenho uma pessoa para buscar meu pequeno todos os dias na creche e ficar com ele até a minha volta. Ao chegar ficamos um pouco juntos, jantamos, banho e cama para ele no máximo às 20h30. Só depois que ele dorme é que eu vou ter tempo para mim. E vocês sabem, tem dias que as crianças não dormem no horário nem a pau kkkkkk, mas geralmente ele dorme cedo sim. Aí eu pisco e pá, não fiz nada e já tenho que ir dormir também! Trabalhar o dia todo, ter filho e casa para cuidar não é fácil, mas sou feliz assim.

Mercado eu faço de bicicleta. Quando tenho que comprar muita coisa eu acoplo o chamado anhänger na bike, que é aquele carrinho para transportar crianças. Encho ele de coisas, ponho sacolas na cestinha e a compra do mês está feita. Bicicleta é muito prático, não entendo por que tem gente no Brasil que ainda resiste à ideia! Até na hora de voltar da balada, é muito melhor pegar a bike no ponto e sair pedalando até em casa do que ficar andando sozinha na rua tarde.

Das Wochenende – o fim de semana

Mas o melhor de tudo são os fins de semana de bicicleta. Passear pelos campos ao redor da nossa casa, pelas plantações de milho, de girassóis. Amo e acho lindo! Meu filho e eu pegamos nossas bikes, colocamos água e lanchinhos em uma mochilinha e saímos para pedalar. Pedalar em família aqui é programão de tarde de sol, sair para explorar parques, campos e montanhas com as crianças faz parte da tradição do fim de semana. E claro, entre os lanchinhos está sempre a famosa salsicha em várias cores e sabores. Tento não comprar muito, mas aqui acho engraçado que dão uma salsicha crua para as crianças como “engana estômago” até a próxima refeição! 

Nos fins de semana nós relaxamos. Não gosto de fazer grandes planos para sábado e domingo, pois adoro ficar de preguiça em casa, tomar meu café com calma, ver TV com meu filhote e sair somente a hora que dá vontade. Odeio ter horários no fim de semana! Quando quero fazer algo geralmente decido meio que de última hora. Adoro visitar os mercados de pulga – os Flohmärkt – dia de domingo, sempre acho algo para comprar, nem que seja um carrinho usado de 0,50 para meu filho!

Pedalando no outono, tão lindo!

Quando o Marcelinho está com o pai aí tudo muda. Relaxo em casa – agora mesmo estou em casa sozinha colocando os posts atrasados em dia -, mas tenho tempo para mim, saio, vou encontrar minhas amigas em algum bar ou baladinha brasileira, vou a dates. Aliás, dating é um assunto que quero introduzir em breve aqui. 

A vida na Alemanha é tranquila, sem sobressaltos, estável. Você sai de casa sabendo a hora que vai chegar ao destino, vai ao mercado sabendo o preço dos itens, planeja sua vida sabendo que de maio a setembro faz sol, e de dezembro a abril faz frio intenso e neva. Enfim, é um estilo de vida que nos permite um maior controle sobre nossa própria vida, mais tempo, mais liberdade. Existe também o outro lado, o da depressão, dos poucos amigos, da saudade, mas isso é assunto para outro post.

Beijos!

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Hamburgo: Blankenese tem prainha com ares de riviera

Hamburgo: Blankenese tem prainha com ares de riviera

Algumas semanas atrás tive o prazer de viajar para o norte da Alemanha, mais precisamente para Hamburgo. Fiquei no bairro de Blankenese, um lugar lindo e agradável nos arredores de Hamburgo com direito a praia de areia e clima de riviera nas margens do rio Elba.

Hamburgo é considerada a segunda melhor cidade da Alemanha, perdendo apenas para Munique.

Não passeei pelo centro de Hamburgo e nem visitei atrações turísticas desta vez, fiquei apenas em Blankenese: andei por suas ruas arborizadas ladeadas por casas de tijolos vermelhos, casarões e parques lindos nas encostas do rio Elba. Vale dizer que Hamburgo é uma cidade histórica (qual cidade não é na Alemanha?), mas também é multicultural, natural, antiga e moderna, tudo ao mesmo tempo. O rio Elba, o verde das ruas e dos parques, e o lago Alster fazem de Hamburgo um lugar lindo. A gente até esquece que é uma cidade grande, com dois milhões de habitantes!

Uma coisa me chamou muita atenção: as enormes casas típicas do norte da Alemanha com seus telhados de palha natural, algo que tinha visto só em documentários! Muito diferente o revestimento natural. Vocês sabiam que a palha pode durar até 30 anos sobre o telhado? E ainda serve como isolante térmico. É possível ver esse tipo de construção por todo o norte do país, principalmente nas regiões fronteiriças com a Dinamarca, onde marinheiros dinamarqueses e alemães construíam casas para quando se aposentassem. Algumas dessas cidades parecem saídas de um filme de época!

Voltando a Blankenese, qual não foi a minha surpresa ao ver, na prainha do bairro em pleno mês de abril, uma galera jogando vôlei de praia! Sério, gente, nem acreditei. Não era exatamente a cena que imaginei ver em Hamburgo, conhecida pelo clima chuvoso e cinza. Abril costuma ser um mês maluco por aqui, faz frio, calorzinho, chove, neva… estava uns 16 graus e a galera lá, firme e forte super no clima de praia batendo uma bola.

A prainha de Blankenese fica em uma pequena costa cheia de casas bonitas – algumas típicas, outras bem moderninhas. Bom mesmo é andar a pé, subir a encosta para apreciar o rio lá de cima ouvindo o canto dos pássaros. Quando o sol beija as águas do Elba fica a coisa mais linda. E se você tiver a mesma sorte que eu vai ter um barquinho à vela velejando bem na hora da foto, tornando qualquer filtro absolutamente desnecessário.

Também é possível andar de bicicleta por todo o caminho da prainha, ladeando a encosta, curtindo a paisagem e parando pra um café em um dos quiosques. O Strandperle é legal para uma cerveja gelada; pra quem prefere vinho tem e o estilo lounge na praia tem o Dock 13. Quer beber com o pé na areia? Vá no Ahoi Kiosk que oferece long drinks, pão fresco e bolos, além de vinhos. Outra opção é o Café Lüküs para uma fatia de bolo e um café rápido. É para de famílias com crianças e mochileiros de passagem.

E quem curte caminhar ou correr o local rende ótimas trilhas.

Como eu fui visitar uma pessoa muito especial em Hamburgo podem esperar que a cidade ainda vai render muitos posts por aqui.

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Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha

Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha

Sabe o nosso bazar da pechincha da igreja ou da feira de domingo? Pois então, aqui na Alemanha isso se chama Flohmarkt. Porém gente, o Flohmarkt daqui é outra história… Primeiro quero dizer que eu AMO os Flohmärkte* alemães e sempre vou garimpar algo, principalmente artigos infantis. Mesmo quando não vou comprar nada gosto de olhar as coisas, porque tem sempre peças bonitas e achados por preços sensacionais. Como são os Flohmärkte na Alemanha? Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha. É o que vou contar pra vocês a seguir.

Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha

Eles são uma tradição aqui na Alemanha e fazem parte da cultura do país. Os Flohmärkte, ou mercado das pulgas, são feiras de artigos usados e semi-novos. As creches, por exemplo, a cada troca de estação organizam Flohmärkte infantis. Os pais trazem o que querem vender, comida e bebida são organizados também pelos pais, e quem quer comprar comparece em massa. Tem muuuuita coisa boa, tipo material de ski, brinquedos, livros, roupas, calçados e utensílios para bebês. Como criança cresce rápido, vale a pena pra comprar casacos de inverno e botas mais pesadas, coisas que geralmente são mais caras nas lojas. Você acha de tudo mesmo. Eu super recomendo os mercados de pulga infantis para artigos esportivos como bicicletas, capacetes, patins e skis. Tudo em excelente estado e por uma pechincha.

Flohmarkt

Anúncio de um Flohmarkt de artigos esportivosConheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha

Quem não ama achar uma coisa incrível por um preço ainda mais incrível?

Tem os Flohmärkte de rua, nos quais é possível achar desde de jogos de chá de 70 anos atrás, talheres de prata, mobília, objetos de decoração e até roupas de grife. E por falar em grifes, nos bairros mais descolados tem os Flohmärkte de moda da galera que esvazia o closet e põe tudo à venda. Eu piro, gente. Já falei pra vocês o quanto sou fã dessa coisa de luxo de segunda-mão, de mercado de trocas e mercado de pulgas. Escrevi sobre isso e sobre compra de usados online ainda em Paris –> AQUI e AQUI <– 

Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha kk6 Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha

E gente, sabe aquela frescura que vemos no Brasil sobre comprar itens usados (me refiro mais à classe média)? Aqui não tem, não. É tão comum ir nos Flohmärkte procurar por algo, que quando a gente fala “preciso comprar uma bota de esquí”, logo alguém sugere: “Ah, sábado agora tem Flohmarkt de esporte no lugar tal e tal”. É sempre um bom negócio!

Flohmärkte de móveis usados

Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha Pic-6_Flea-Market Flohmarkt_Antik1Além desses mercados, existem outros lugares onde é possível comprar artigos usados. Ao lado do meu curso de alemão, por exemplo, tem um lugar que eu adoro! É uma cafeteria / cantina com objetos espalhados por tudo que é canto. Tem de brinquedos à bicicletas e os preços são ridiculamente baixos. Todo santo dia eu ia lá olhar os “new in” deles. Chega coisa todo dia. E assim, comprei minha bicicleta por 10 euros! Você leu certo, DEZ euros! 

Euzinha, na minha bike de 10 euros! (gastamos mais dindim para deixa-la em forma, e valeu super a pena) Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha

Esses mercados coletam coisas que as pessoas não querem mais, inclusive máquinas grandes como lavadoras e geladeiras, e depositam na loja. Tem steps digitais super modernos pra dar aquela modelada nas pernas e bumbuns por… 5 euros!  Esses dias tinha um sofá mara, super confortável, de linho e madeira em ótimo estado por 35 euros!

Flohmärkte de moda, yeahhh!
Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha

1530936692-flohmarkt-innerwheel-club-tegernsee-seeforum-tp-Mocf2ZbssNG Pensem nos garimpos no meio desse monte de bolsas?Flohmarkt_Tonhalle Flohmarkt_Tonhalle2-1024x683Eu iria direto nesses óculos bapho!

Conheça o Flohmarkt, versão alemã do nosso bazar da pechincha Dica de Flohmärkte em Munique
Caso esteja por aqui ou more aqui, nesse LINK tem vários Flohmarkt na cidade de Munique. Mercado de pulgas de todo tipo com o endereço e as datas. Tem Flohmarkt de livros, roupas e artigos infantis, artigos esportivos, antiguidades, móveis, moda e acessórios, e artigos de inverno como skis, snowboards e roupas de montanha. Vale conferir! A atmosfera é convivial e comprando vários itens de uma mesma pessoa dá pra pedir desconto. Além, claro, de tomar um cafezinho e comer um pedaço de bolo tipicamente alemão 🙂

Tchüß 🙂

* Flohmarkt (singular), Flohmärkte (plural) 

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