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História do vestidinho preto, ícone fashion criado por Coco Chanel

Já disseram que os diamantes são os melhores amigos da mulher. Pra mim, nosso melhor amigo é o vestidinho preto. Eles nos salva de situações diversas: falta de roupa para ir àquele casamento da amiga, falta de inspiração para escolher e combinar peças do seu guarda-roupa, falta de grana para um vestido novo, convite-relâmpago para sair, e alguns quilinhos a mais. Para tudo isso sempre tem um vestido preto no fundo do armário. Longo ou curto, básico ou charmoso, sóbrio ou chique, o pretinho geralmente dá conta do recado. Quintessência do chique parisiense, o vestido preto foi criado por Gabrielle Chanel  no período entre-guerras, ganhando rapidamente o guarda-roupa e o corpo de beldades do cinema e de cidadãs comuns. Nada mais luxo que uma mulher de vestido preto. Ponto.
Mas que dia foi esse em que Coco Chanel acordou e decidiu que iria revolucionar o vestuário feminino de forma definitiva e criar um estilo novo que seria copiado, reeditado e seguido mundo afora por décadas?
Croquis do vestidinho preto desenhado por Chanel
Estamos em 1926, e Chanel já é célebre por ter reinventado a moda e livrado as mulheres de corpetes apertados, chapéus burlescos e roupas pesadas da Belle Époque. Não é exagero afirmar que o século XX começou para a moda quando Coco Chanel despontou em seu ateliê parisiense. À época, a cor preta era relegada às viúvas e às empregadas domésticas. Ainda reinava um certo conservadorismo que impedia as garotas de usarem qualquer coisa acima do calcanhar. Um dia, eis que Coco Chanel, la mademoiselle, como era chamada por seus colaboradores, aparece vestida com um vestido preto, de corte simples, sem frescura, frufrus ou flores, de caimento até os joelhos. O escândalo foi imediato. E o sucesso também.
“Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame”.

A vestimenta lembrava uma órfã, diziam. E faz sentido pensar no pretinho básico de Chanel como a roupa da garotinha Gabrielle, deixada por seu pai em um orfanato, mais tarde criada por tias duras e rígidas. O que poucos sabem é que, na época, Chanel saía com um inglês de nome Boy Capel, com quem teve um romance por anos, e que ele desempenhou um papel crucial na criação do vestidinho preto. Depois da morte de Capel – grande amor da vida de Chanel – em um trágico acidente de carro, ela resolveu cortar um vestido preto para marcar o luto por seu
English man. Fiel ao estilo da criadora, o vestido preto com o qual Chanel chocou a sociedade parisiense em 1926 era reto, leve e com movimento.
Esse episódio triste da vida da criadora é retratato no filme “Coco before Chanel” (“Coco antes de Chanel”, em português, protagonizado por Audrey Tautou). Ao longo das décadas Chanel trabalharia seu vestidinho preto com diferentes cortes, formas, tecidos e caimentos. E mesmo nos dias de hoje, Karl Lagerfeld, diretor artístico da maison francesa, vira e mexe revisita o clássico pretinho básico, reeditando versões mil de um dos maiores ícones da moda do século XX.
O pretinho básico ficou chique e requintado na versão da Givenchy para vestir a maravilhosa Audrey Hepburn no filme “Bonequinha de Luxo”. Ganhou as noites de cocktail party com Catherine Deneuve no filme “Belles des Jours”, e foi adotado por nomes como Edith Piaf e Jackie Kennedy, só para citar algumas. Hoje, red carpet que se preze tem de ter vestido preto para brilhar. Coco Chanel não inventou apenas uma peça que se tornaria parte do guarda-roupa básico de qualquer mulher, ela lançou um estilo, uma referência de bom gosto e elegância que já dura 90 anos.
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